Cabernet Sauvignon

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Cabernet Sauvignon

 

 

 

Em geral, são vinhos mais encorpados, carnudos e fortes, mas também são elegantes e sofisticados. Tal uva é usada frequentemente em vinhos de corte (em francês; assemblage e em inglês; blend) encontrados na Europa e no Novo Mundo.

Quando buscamos harmonizar um prato mais forte, temperado ou apenas aromatizado esta uva é muitas vezes a primeira a ser lembrada, logo não há surpresa que seja uma das variedades mais consumidas.

Bom, nossa ideia aqui foi juntar alguns fatos para tentar entender o porque deste grande consumo. 

Há tempos atrás fizemos uma pergunta de qual era sua uva preferida, lá no instagram da Winerie (@wineriecom) e, perceemos uma quantidade expressiva de seguidores que comentavam sobre determinada uva, mas também a Cabernet Sauvignon!

Então tentamos por aqui mais uma vez contar um pouquinho da história desta fantástica varietal que a tantos agrada!

 

Boa leitura!

 

História

Para começar, o Bordeaux, um dos vinhos tintos finos mais famoso é criado principalmente com Cabernet Sauvignon. Algumas das principais referências encontradas em toda a região estão em uso desde o século 14.  No entanto, a Cabernet Sauvignon somente há pouco tempo tornou-se uma uva nobre.

A origem da uva era misteriosa, até que testes de DNA recentes revelassem que é de fato uma uva cruzada (meio Cabernet Franc e meio Sauvignon Blanc), cultivadas pela primeira vez na França do século XVII.

Tal uva é cultivada em cada país que produz vinho na Terra - não são poucos - e tem influenciado na transformação das indústrias vinícolas de várias regiões. Na Toscana, Itália, as vinícolas não eram permitidas por lei para cultivar ou usar a Cabernet Sauvignon em seus vinhos misturados. No entanto, surgiu um movimento conhecido como Super Toscanos, formado por vinicultores talentosos que sabiam que poderiam trazer corpo e vida extra aos seus vinhos, incluindo essa uva em suas misturas 

Velho e Novo Mundo

Muitos imaginam que os franceses, produtores inciais de tal uva,  são os que produzem os melhores vinhos de Cabernet Sauvignon no mundo e, diga-se de passagem, eles mantiveram-se firmemente nessa reputação há séculos e foram criticados em muitas ocasiões de virar o nariz com os esforços de outros lugares do planeta, como exemplo os EUA. 

No entanto, eles receberam um choque em 1976, no infame "Julgamento de Paris", um concurso as cegas que revirou o mercado de vinhos e bem sabido por quem é do ramo. Naquele concurso, elegeram 2 vinhos, como ocorrem em outros concursos - primeiro o melhor branco e em seguida o melhor tinto - e o resultado deu Novo Mundo, com dois californianos, o branco Chardonnay Chateau Montelena e o tinto Stag´s Leap Wine Cellars Cabernet Sauvignon.

Este evento alavancou os vinhos tintos do Novo Mundo com o Cabernet Sauvignon da Califórnia sendo oficialmente a variedade de uva que comandava o preço mais alto em leilão - com uma garrafa de seis litros (imperial) chegando a ser vendida por meio milhão de dólares no ano 2000. 

Discussões a parte do Velho com o Novo Mundo, uma das razões pelas quais o Cabernet Sauvignon é uma variedade tão apreciada ocorre principalmente devido às suas habilidades surpreendentes para envelhecer tão bem e, a razão para isso esta nas características da própria uva - o fruto da videira de Cabernet Sauvignon tem uma grande proporção de pele para suco, e nessas peles escuras e grossas da própria uva é onde a maioria dos taninos são mantidos. 

O tanino é o que dá aos vinhos seu corpo e adstringência, no entanto eles quebram e amolecem, ou seja, deixam o vinho equilibrado e arredondando. Caso queira saber mais sobre taninos, há bastante informação nestes dois textos que fizemos anteriormente:

O rubi das terras Charruas e/ou Os Taninos

Exemplos clássicos de Cabernet Sauvignon envelhecidos ocorrem nas grandes vinícolas a margem esquerda de Bordeaux que têm seus vinhos tintos no geral Cabernet Sauvignon, suavizado com Merlot e reforçados com Cabernet Franc e Petit Verdot onde deixam que o tempo façam o trabalho. Alguns envelhecem por 10, 20, 30 anos... 

Fato complementar que descobrimos é que as vinhas mais antigas de Cabernet Sauvignon, ao contrário do que muitos pensam, não são cultivadas em propriedades imponentes da França, mas sim na Austrália! Pois é, precisamente, em Barossa Valley. Lá há vinhas de 1880 e ano após ano, produzem frutos notáveis e característicos até os dias de hoje. 

Salve Bacco!

 

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