Classificação de Vinhos
Classificação de Vinhos: entenda os estilos e níveis de doçura
Muitos clientes entram em contato conosco perguntando: “O que é um vinho seco, meio-seco ou doce?”. Pensando nisso, preparamos este Guia Winerie para ajudar você a compreender as classificações dos vinhos e fazer escolhas mais seguras — seja para harmonizar, presentear ou simplesmente apreciar o seu estilo preferido.
As principais classificações de vinhos
- Vinho Seco: contém até cerca de 4g/L de açúcar residual. É o estilo mais tradicional e gastronômico, com paladar firme, acidez equilibrada e pouca doçura. Exemplos: Cabernet Sauvignon, Syrah, Pinot Noir, Chardonnay, Sauvignon Blanc, Touriga Nacional.
- Vinho Meio-Seco: possui entre 4,1g/L e 25g/L de açúcar residual. É mais macio e redondo no paladar, indicado para quem prefere vinhos menos ácidos. Exemplos: Riesling, Chenin Blanc, Gewürztraminer.
- Vinho Meio-Doce: traz um dulçor perceptível, porém ainda equilibrado por acidez e frescor. Perfeito para acompanhar pratos levemente picantes ou sobremesas com frutas. Exemplos: Moscato, Riesling Spätlese, Gewürztraminer.
- Vinho Doce (Suave): apresenta alto teor de açúcar residual (acima de 25g/L), resultando em textura aveludada e sabor marcante. Exemplos clássicos: Sauternes, Tokaji, Ice Wine, Late Harvest.
- Vinho Fortificado ou Licoroso: elaborado com adição de aguardente vínica (como o conhaque) durante a fermentação. Isso eleva o teor alcoólico e interrompe a conversão total de açúcar, tornando-o naturalmente doce e potente. Exemplos: Vinho do Porto, Jerez, Madeira, Marsala.
Graduação de açúcar e legislação
No Brasil, a classificação dos vinhos é regulamentada pela Lei 7.678/88 e Lei 8.198/14:
- Seco: até 4,0 g/L
- Meio-Seco: de 4,1 g/L até 25 g/L
- Doce (Suave): acima de 25 g/L
Já para espumantes, as categorias seguem outro padrão:
- Brut Nature: até 3 g/L
- Extra Brut: até 6 g/L
- Brut: até 15 g/L
- Demi-Sec: de 20 a 60 g/L
- Doce: acima de 60 g/L
Na França, o limite é ainda mais restrito — Brut (até 15 g/L) e Demi-Sec (15–60 g/L) — refletindo um estilo mais seco e gastronômico típico dos Champagnes.
Fatores que influenciam a doçura do vinho
O nível de açúcar residual pode variar conforme:
- Variedade da uva: uvas naturalmente mais doces, como Moscato e Gewürztraminer, tendem a gerar vinhos mais adocicados.
- Clima: regiões mais quentes favorecem maior acúmulo de açúcar nas uvas.
- Solo e altitude: influenciam acidez e maturação; solos calcários e climas frios geram vinhos mais secos e vibrantes.
- Técnicas de vinificação: o enólogo pode interromper a fermentação ou deixar amadurecer mais para definir o estilo.
Como regra geral, vinhos de regiões quentes (como Chile, Argentina e Sul da França) tendem a apresentar mais açúcar residual. Já regiões frias (como Borgonha, Loire ou Nova Zelândia) produzem vinhos naturalmente mais secos e frescos.
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Por André Augusto S. Fonseca – WSET3 / Founder, Winerie
- Andre Fonseca





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