Madiran
A Tannat é a uva principal da denominação e pode ser acompanhada por Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon e Fer Servadou. Solos variados e influência pirenaica e oceânica sustentam tintos densos, frescos e capazes de envelhecer.
Nascida no sudoeste da França e transformada em símbolo do Uruguai, a Tannat pode ser austera, frutada, natural, aveludada ou monumental. O segredo está na origem, na vinificação e no tempo.
Mais do que um vinho “forte”, a Tannat é uma uva de alta estrutura que revela diferenças profundas entre Madiran, Canelones, madeira, cortes e mínima intervenção.
A Tannat produz vinhos de cor profunda, acidez firme e taninos marcantes. Essa estrutura explica tanto sua reputação de potência quanto sua aptidão para acompanhar comida, amadurecer em barrica e evoluir em garrafa.
O estilo, porém, está longe de ser único. Em Madiran, a uva costuma liderar tintos densos e longevos. No Uruguai, ganhou interpretações mais frutadas e acessíveis, além de versões sem madeira, naturais, cortes modernos e rótulos de longa guarda.
A casca espessa e a elevada carga fenólica contribuem para cor intensa e taninos abundantes. Na juventude, a sensação pode ser firme e seca; com maturação adequada, oxigênio e tempo, essa estrutura pode ganhar textura polida e grande profundidade.
Frutas negras, ameixa, cereja escura, ervas, pimenta, alcaçuz, cacau e notas terrosas aparecem com frequência, mas a expressão muda bastante conforme clima, solo, corte e uso de madeira.
A Tannat nasceu no sudoeste francês, especialmente em Madiran e Irouléguy. No século XIX, foi levada ao Uruguai por Pascual Harriague e tornou-se a variedade emblemática do país.
As diferenças não são uma regra absoluta, mas ajudam a orientar a compra: Madiran costuma valorizar estrutura e guarda; o Uruguai apresenta desde tintos macios e frutados até versões naturais e grandes reservas.
A Tannat é a uva principal da denominação e pode ser acompanhada por Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon e Fer Servadou. Solos variados e influência pirenaica e oceânica sustentam tintos densos, frescos e capazes de envelhecer.
Introduzida por Pascual Harriague na década de 1870, a Tannat tornou-se a variedade mais plantada do país. Em Canelones, principal origem da seleção Winerie, a influência marítima favorece frescor e diferentes níveis de maturação e textura.
Uma comparação de tendências gerais — produtor, safra e vinificação continuam decisivos.
Taninos são compostos presentes principalmente nas cascas, sementes e engaços. Eles se ligam às proteínas da saliva e provocam sensação de secura e aderência. Na Tannat, essa estrutura costuma ser mais evidente do que em variedades naturalmente delicadas.
Tanino não é sinônimo de álcool, amargor ou defeito. Quando a uva amadurece bem e a extração é cuidadosa, ele sustenta frescor, gastronomia e longevidade. Quando está verde ou excessivamente extraído, pode parecer áspero.
A coleção da Winerie permite uma viagem progressiva: começar por cortes macios, avançar para o varietal uruguaio, explorar a mínima intervenção e chegar aos grandes vinhos de Madiran e aos ícones de Canelones.
Merlot e Cabernet arredondam a estrutura e tornam a uva mais imediata.
Fruta madura, acidez, madeira integrada e taninos polidos.
Pequenas parcelas de uvas italianas podem trazer perfume e delicadeza.
Mais fruta, energia e textura viva, sem o perfil tostado da barrica.
Densidade, frescor, especiarias e estrutura para comida e guarda.
Seleção de parcelas, maior tempo em madeira e capacidade de atravessar anos.
A seleção atual não depende de uma única expressão da uva: reúne a diversidade de uma família uruguaia, a tradição de Madiran e um corte fresco da Gasconha.
É o eixo principal da coleção, com Tannat puro, cortes com Merlot, interpretações naturais, reservas e um blend de alta gama. A gama permite entender como vinificação e madeira transformam a mesma uva.
Explorar De LuccaMostra o lado clássico e longevo da Tannat no sudoeste francês, desde um Madiran de corte equilibrado até uma cuvée mais concentrada, marcada por madeira e potencial de guarda.
Conhecer o domaineO Rouge de Gala mostra que Tannat também pode participar de um tinto jovem, frutado e sem madeira, combinada a Merlot e Cabernets para ganhar fluidez e versatilidade.
Explorar HorgelusOs nomes abaixo não dependem da safra indicada no momento: use o perfil para escolher e confira a safra disponível na ficha do produto.
A Merlot suaviza a estrutura e deixa o conjunto macio, equilibrado e fácil de combinar com comida.
Merlot, Cabernets e Tannat em um tinto sem madeira, frutado, fresco e de taninos macios.
Varietal de Canelones com madeira moderada, fruta madura, frescor e estrutura bem integrada.
Tannat com pequenas parcelas de Nero d’Avola e Sangiovese, criando perfume, textura e elegância.
100% Tannat, fermentação espontânea, sem madeira e sem adição de sulfitos: fruta e energia em primeiro plano.
Corte liderado por Tannat, com Cabernets e Pinenc, combinando concentração, frescor e taninos polidos.
Uma cuvée dominada por Tannat, mais profunda, concentrada e preparada para madeira, mesa e evolução.
Cabernet Sauvignon, Tannat e Merlot em um blend de parcelas antigas, longo amadurecimento e grande estrutura.
Em vez de procurar apenas “o mais forte”, escolha pela textura, ocasião e estágio de experiência.
Mais macio e imediato, ideal para iniciar na uva sem excesso de adstringência.
Fruta, frescor e estrutura em um estilo que traduz a identidade do país.
Textura viva, perfil direto e uma interpretação contemporânea da casta.
Mais estrutura, especiarias e afinidade com pratos intensos.
Maior concentração e integração de madeira, com evolução em garrafa.
Um blend ambicioso, profundo e capaz de representar o melhor de Canelones.
Tannat jovem e frutada pode ser servida levemente refrescada. Reservas e Madiran estruturados se beneficiam de taça ampla e contato com oxigênio. O tempo de decantação depende da idade e da concentração do vinho.
Exemplares antigos devem ser abertos com cuidado: a decantação pode servir mais para separar sedimentos do que para aerar intensamente.
Conheça a diversidade de Canelones e os demais estilos da De Lucca.
ExplorarTannat, Marsanne, vinhos naturais e interpretações autorais do Uruguai.
ConhecerUma leitura rápida sobre a viagem da uva e seus dois estilos históricos.
Ler artigoEntenda orgânicos, biodinâmicos, naturais e sem sulfito antes de escolher.
Abrir guiaRespostas diretas para escolher, servir e compreender a uva.
Não. A uva possui estrutura e taninos elevados, mas pode originar cortes macios, versões jovens sem madeira, vinhos naturais e exemplares muito polidos.
A variedade nasceu no sudoeste da França, ligada especialmente a Madiran e Irouléguy. Foi introduzida no Uruguai por Pascual Harriague no século XIX.
Ela se adaptou ao clima e aos solos do país, tornou-se a variedade mais plantada e hoje funciona como um dos principais símbolos da identidade vitivinícola uruguaia.
Como tendência, o Uruguai oferece maior amplitude de estilos e frequentemente mais fruta acessível; Madiran costuma enfatizar estrutura, especiarias e guarda. Há exceções nas duas origens.
Jovens estruturados geralmente se beneficiam de 20 a 40 minutos. Versões mais leves podem exigir pouco ou nenhum tempo. Vinhos antigos devem ser tratados com cuidado.
Sim. Proteína, gordura e tostado ajudam a equilibrar os taninos, tornando churrasco e parrilla harmonizações muito naturais.
Sim. Reservas uruguaias e Madiran bem estruturados podem evoluir por muitos anos, desenvolvendo maior integração, notas terrosas e especiarias.
Frequentemente apresenta taninos muito elevados, mas a sensação final depende de maturação, extração, corte, madeira e tempo de garrafa. Não é útil comparar apenas pela variedade.
Pode ser mais frutado e direto quando não passa por madeira, mas “natural” não determina corpo. A estrutura da uva continua presente e varia conforme vinificação e safra.
Vinho não deve ser tratado como produto de saúde. A presença de polifenóis não elimina os riscos do álcool; o consumo, quando houver, deve ser moderado e responsável.
Um corte com Merlot ou um Tannat uruguaio Reserva de taninos polidos costuma ser a entrada mais segura. Para maior estrutura e guarda, avance para Madiran ou cuvées de alta gama.
Explore uma coleção que mostra a Tannat em diferentes níveis de estrutura, intervenção e maturação — sem reduzir a uva ao clichê de “vinho forte”.
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